terça-feira, 15 de setembro de 2015

{Resenha} Por favor, Cuide da Mamãe

Olá Leitores, tudo bem com vocês?

Hoje, trago a vocês um livro que me emocionou do começo ao fim. Conheça "Por favor, cuide da mamãe"


Autor: Kyung - Sook Shin 
Editora: Intrínseca  
Número de Páginas: 236
Classificação: 5/5 

Sinopse: Park So-nyo, 69 anos, mãe de cinco filhos, desapareceu. Ao chegar a Seul para visitá-los, saindo de sua aldeia com o marido, com quem é casada há mais de 50 anos, ela é deixada para trás em meio à multidão em uma plataforma da estação de metrô. Como fez a vida toda, ele simplesmente supôs que a esposa o seguia. Essa é a última vez em que Park é vista. Começa então a procura, liderada pelos filhos e o marido, que se transforma em uma exploração emocional repleta de remorso e marcada pela triste descoberta de uma mulher que ninguém nunca conheceu. Narrado pelas vozes de uma filha, de um filho, do marido e da própria mulher desaparecida, Por favor, cuide da Mamãe é, ao mesmo tempo, um retrato da Coreia do Sul contemporânea e uma história universal sobre família e amor.


Esse é o tipo de livro que você lê e se emociona com cada linha, capa parágrafo, cada página lida. 

Em Por favor cuide da Mamãe, eu consegui sentir tanto amor, tanta emoção, criei um laço com os personagens mesmo em poucas páginas.

O porque eu senti tanta emoção? O simples fato de existir uma família, uma história, um amor envolvido, já me deixou muito emocionada.

"Por Favor Cuide da Mamãe" conta a história de Park So-nyo, uma senhora com a idade um pouco avançada que se perdeu do marido na estação de metrô em Seul na Coréia do Sul. Mamãe, como é chamada em todo o momento no livro, não sabia ler nem escrever, e seus documentos ficaram com o marido no momento em que se perderam. 

Cada capitulo, um filho conta momentos que teve com a mãe. A cada relato, nos apaixonamos por Park So-nyo, e sentimos a necessidade de encontra-la, cuidar, dar todo o carinho e atenção que não recebe mais dos filhos depois que estão crescidos. 


"Agora, ele refletia sobre tudo aquilo. Mamãe, quando mais jovem, era uma presença que o incentivava a continuar  construindo sua determinação como homem, como ser humano."


Mamãe sempre foi uma batalhadora, que fazia de tudo pelos filhos e pelo marido. Deixava de comer para alimenta-los, andava quilômetros e mais quilômetros com grande peso na cabeça para levar a comida para seus bebês. 


"[...] Posso ver com clareza a situação. Ninguém gosta de um velho malcheiroso, quieto, ocupando o espaço. Agora somos um fardo para nossos filhos, que não sabem o que fazer conosco."

Em vários momentos no livro, me senti parte da história, pois, eu assim como boa parte dos filhos de hoje, não dão a devida atenção aos seus pais, não se importam. Não conversam.


"[...] Sempre que via as mãos disformes de sua esposa pressionando a toalha contra seu joelho, você torcia para que ela vivesse pelo menos um dia a mais que você. Torcia para que, quando você morresse, as mãos de sua esposa fechassem seus olhos pela última vez"


Nós, filhos, os tratamos as vezes como um qualquer, estamos muito preocupados em manter nossas vidas sociais ativas e muitas vezes nos esquecemos que eles nos deram a vida, que se sacrificaram, que deixaram seus sonhos de lado para que nós pudéssemos realizar nossos sonhos e desejos.


"[...] Há sempre o momento certo de dizer alguma coisas... Passei a vida sem falar com sua mãe. Ou perdi a chance, ou deduzi que ela saberia. Agora sinto que eu poderia dizer qualquer coisa e todas as coisas, mas não há ninguém para me escutar"


Mamãe me ensinou que, independente de qualquer coisa, o amor que uma mãe sente por seu filho sempre será superior a todas as dificuldades da vida.


"[...] Mesmo que todo mundo esqueça, sua filha lembrará. Que sua esposa amava de fato o mundo, que você a amava".

Ainda não sou mãe, mas após ler os relatos dos filhos, do marido e da própria mãe, desenvolvemos um amor muito grande por aqueles que nos deram a vida, ou até mesmo por aqueles que apenas nos criaram. 

"[...] Você está pavimentado no meu coração como uma estrada antiga. Como seixos e, um campo de seixos, sujeira na sujeira, poeira na poeira, teia de aranha em teia de aranha" 

Recomendo o livro e uma caixa de lenços, pois com toda a certeza você irá se emocionar!


Leia Ouvindo




Um grande beijo
Ketilin
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